Ana Cristina César

21 nov

Nascida na cidade do Rio de Janeiro, em dois de junho de 1952, Ana Cristina é considerada uma das principais poetas da geração da literatura marginal dos anos 1970. Passando grande parte de sua infância em Copacabana e Niterói, Ana cresceu em uma família protestante, e teve suas primeiras poesias publicadas quando tinha apenas sete anos de idade.


Em 1968 Ana fez um intercambio para Londres, começando a ter contato com a literatura inglesa, onde ficou por um ano. Quando volta ao Brasil, decide estudar literatura, na PUC-RJ, onde mais tarde passa a dar aulas. Começa trabalhar com traduções para sobreviver, e escrever para jornais e revistas alternativas. Em 1978, logo após concluir seu mestrado de comunicação UERJ, retorna a Londres onde obteve o titulo de Master of Arts em teoria e prática literária. Ao retornar ao Brasil, começa a trabalhar com jornalismo e televisão, e publica o livro “Luvas de Pelica”, escrito na Inglaterra.


Em 1982 tem seus primeiros versos, “A teus pés”, publicados por uma grande editora, a Brasiliense. O livro foi aclamado pela critica, que começa a ver Ana como um grande talento da poesia marginal dos anos 70. Entre suas grandes obras temos: A teus pés (1982), Inéditos e dispersos (1985), Literatura não é documento (1980), Escritos da Inglaterra (1988), Escritos no Rio (1993).

Ana Cristina utilizava em suas obras um tom de intimidade, com características de correspondências, de uma confissão, deixando seus poemas mais sedutores. Utiliza-se de textos curtos, cartas, poemas fragmentados, criando um jogo de linguagem. Também utiliza segundo Arminda Silva de Serpa, como as características da geração Marginal, elementos do cotidiano, valorização do coloquialismo, à volta a primeira pessoa, ênfase na experiência existencial num momento especialmente difícil da história e da política brasileira, e utiliza a binômia arte e vida, que é a idéia do presente eliminando o futuro.


Poema da Obra “A teus pés”.

Casablanca

Te acalma, minha loucura!
Veste galochas nos teus cílios tontos e habitados!
Este som de serra de afiar facas
não chegará nem perto do teu canteiro de taquicardías…

Estas molas a gemer no quarto ao lado
Roberto Carlos a gemer nas curvas da Bahia
O cheiro inebriante dos cabelos na fila em frente no cinema…

As chaminés espumam pros meus olhos
As hélices do adeus despertam pros meus olhos
Os tamancos e os sinos me acordam depressa na
madrugada feita de binóculos de gávea
e chuveirinhos de bidê que escuto rígida nos lençóis de pano.


Ana se suicidou em uma tarde de sábado, em 29 de outubro de 1983, com apenas 31 anos, atirando-se pela janela do apartamento de seus pais, no décimo-terceiro andar de um edifício em Copacabana.

 

Fontes: http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/rio_de_janeiro/ana_cristina_cesar.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ana_Cristina_Cesar

 

Por: Thais Fernandes

Uma resposta to “Ana Cristina César”

  1. Arminda Serpa. julho 19, 2012 às 7:45 pm #

    Gostei muito da forma de abordagem: diretamente ao alvo.Parabéns.

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