“Um artista da fome”, Franz Kafka.

19 set

O texto de Kafka conta a história de um homem, cuja arte era o jejum. O artista da fome despertava a atenção das pessoas, por passar dias em uma jaula, sem comer nada, declarando que ele nunca comia por nunca ter encontrado alimento que o satisfizesse.

A modernidade aparece trazendo com ela a tecnologia e o pensamento critico, as pessoas buscavam, pelo sensacionalismo, por novidades de grande impacto que prendam a atenção delas, e com isso o artista da fome, é questionado por sua forma de arte sem significado.

 Com o tempo, surgem circos com atrações mais interessantes do que a arte da fome, fazendo o jejuador cair no esquecimento. O artista acaba morrendo por sua arte, diante da indiferença de uma platéia que o substitui por um animal.

Assim como o artista da fome, muitos artistas acabam caindo no esquecimento da mídia e das pessoas.  A cada dia surgem novos artistas, que são evidenciados e, em pouco tempo desaparecem.

Estamos sempre a procura do que é novo, porém o que surge de novo, já não chama tanta atenção, pelo menos não por muito tempo. As pessoas já se habituaram ao que é estranho, que já não sentem tanto repúdio como sentiam na época do jejuador de Kafka, ao verem uma  forma de arte diferente.

O artista da fome fazia de seu jejum uma arte, e morreu por não acreditarem que sua fome tinha valor artístico, muitos artistas morrem na esperança de terem sua arte reconhecida, outros na esperança de serem lembrados novamente pela mídia. A mesma sociedade que enaltece um artista é a sociedade que o despreza.

por: Thais Fernandes

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