Quem um dia irá dizer, que existe razão, nas coisas feitas pelo coração?

10 jun

Excelente propaganda de dia dos namorados da Vivo, com a música Eduardo e Monica, da banda Legião Urbana. 

Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?

Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade, como eles disseram

Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse
“Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir”

Festa estranha, com gente esquisita
“Eu não tô legal”, não agüento mais birita”
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
“É quase duas, eu vou me ferrar”

Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard

Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de “camelo”
O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo

Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês

Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô

Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema
Escola, cinema, clube, televisão

E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser

Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato, e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar

Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar (não!)
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular

E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz

Construíram uma casa há uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana, seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram

Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias, não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação

E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?

 

por: Thais Fernandes

Cinema

24 mar

A origem do cinema não se destina a apenas uma pessoa ou uma cultura especifica, por isso não podemos afirmar onde e quando ele nasceu, pois as pesquisas e descobertas ocorriam em vários países simultaneamente. A maior parte da literatura, entretanto, aponta para os anos de 1890, quando Thomas Alva Edison desperta curiosidade para a fotografia, construindo uma máquina, quinetoscópio, que projetava imagens em movimento que eram vistas individualmente. Algum tempo depois das exibições ocorridas nos Estados Unidos por Edison, os irmãos franceses Auguste e Louis Lumière, chegam ao cinematográfo, aparelho que utiliza negativos de fotos movimentados por uma manivela, e assim dando movimento as imagens. Em dezembro de 1895, os irmãos Lumière, apresentaram o filme “A chegada do trem na estação da cidade”, no entanto já existiam experiências anteriores a essa.

 

 

Os primeiros filmes tinham menos de um minuto de duração e narravam fatos do cotidiano. Não existia edição, o que só foi acontecer em 1902, com Edwin S Porter. Em 1926, a produtora Warner Brothers lançou o primeiro sistema sonoro eficaz, dando mais popularidade ao cinema que até então era mudo. As experiências com filme colorido começam em 1906, mas somente por volta de 1933 que passa a ser realmente utilizado, usando o Technicolor um sistema de três cores. No pós-guerra, a chegada da televisão colocou um desafio à indústria cinematográfica, afinal para quê as pessoas iriam ao cinema se poderiam ver a televisão? , o cinema responde aumentando o tamanho das telas. De lá para cá o cinema passa por algumas evoluções e inovações em suas técnicas, visando atrair cada vez mais as pessoas. Em 1953, a Twentieth Century-Fox estreou um filme que utilizava um sistema denominado CinemaScope, tecnologia de filmagem e projeção. Durante um breve período, no inicio da década de 1950, uma novidade conhecida com 3 d (3ª dimensão) surge no mercado cinematográfico, nele temos cenas vistas através de óculos especiais, em que cada lente tinha um filtro colorido na cor equivalente à usada durante a filmagem, de forma a dar impressão de relevo.

 

 

O cinema nasce visando o lucro através do entretenimento, utilizando como forma de atrair as pessoas também o campo das artes e ciências, em seus filmes e documentários. Sua principal técnica é a de projetar imagens criando a impressão de movimento, ao decorrer dos anos outras técnicas foram criadas e evoluíram, resultando ao cinema que conhecemos hoje. Entre elas podemos citar: técnicas de animação ou efeitos especiais, como o anteriormente visto cinema em 3 dimensões. Outras técnicas de suma importância para o cinema foram  técnicas de dublagem e legendas, que traduzem os diálogos, fazendo assim com que os filmes pudessem ser exportados, aumentando cada vez mais sua popularidade.

 

Com o decorrer do tempo o cinema ganha um grande espaço na vida das pessoas. O que antes era para poucos se torna acessível a muitos, se transformando no que é hoje, uma das grandes indústrias que contribuem fortemente com o crescimento da economia mundial.

 

por: Thais, Flaviane e Júlia.

 

Hair

6 dez

 

Produzido na década de 70 por Milos Forman, com inspiração em um musical de grande sucesso, o filme Hair demonstra de forma critica a situação vivida na época, com os movimentos de contracultura e a guerra do Vietnã.

Retratando de forma engraçada a vida de Claude (John Savage), um jovem do Oklahoma recrutado para a guerra do Vietnã, que ao chegar a Nova York vê uma moça andando a cavalo e logo se encanta por ela, em seguida conhece um grupo de hippies que tentam convencê-lo dos absurdos existentes na sociedade, levando-o a fazer as mais diversas loucuras, como ir atrás da moça, entrando de penetras em um festa, usando diversos tipos de drogas, e até indo parar na prisão.

 Um filme divertidíssimo e com canções poderosas e criativas, expondo principalmente o desejo de paz entre os cidadãos do mundo, a liberdade, o poder dos jovens, e a esperança por um mundo melhor. Apesar das inúmeras criticas feitas ao filme por sua predominação de nudez e drogas, é considerado por muitos uma obra prima, sendo uma grande influencia para criação de novas produções mais tarde.

 Com uma trilha sonora belíssima, utilização de coreografias e temas que criticam a forma de vida americana da época, expondo com o uso de drogas, sexo livre, a liberdade desejada pelos jovens, e garantindo uma grande recepção do publico jovem por se tratar de assuntos críticos com um toque de humor, se tornando um grande sucesso na década 80.

 

por: Thais Fernandes

Keith Haring.

27 nov

Nascido no estado da Pensilvânia, em 4 de maio de 1958, Keith Haring foi um renomado artista gráfico e activista estadunidense. Com uma grande paixão por desenhos desde pequeno, começou aprendendo técnicas de cartoons com seu pai e com a cultura à sua volta, como: Walt Disney.Ao entrar para Escola de Artes Visuais (SVA), em Nova York, encontra um grupo de arte alternativa que desenvolviam suas obras nas ruas, metrôs e em clubes.

Experimentou também quando era estudante do SVA, o movimento de perfomance, com vídeos, colagens e instalações e se tornou amigo de outros artistas como Kenny Scharf e Jean-Michel Basquiat. Com inspiração em trabalhos de artistas como Jean Dubuffet, Pierre Alechinsky, William Burroughs e Brion Gysin, cria um tipo único de expressão gráfica, com a supremacia da utilização de linhas simples e grossas, cores vibrantes e expressivas, e visando uma verdadeira arte pública.

Keith passa a ficar conhecido em 1980, quando descobre um meio de expor seu talento,utilizando papeis  de anúncios em metrôs e criando por cima desses anúncios  diversos desenhos com Giz. Entre 1980 e 1985, Haring produziu centenas desses desenhos públicos em um ritmo muito rápido, ás vezes criando 40 desses desenhos em um só dia. Suas imagens se tornam populares em Nova York e as pessoas passam a parabenizá-lo pelo trabalho realizado no local, que ele chamava de “Laboratório”.

Keith criando imagens nem metrô.

Em 1986 abriu a Pop Shop, uma loja que vendia camisetas brinquedos, pôsteres, broches e ímãs que traziam seus trabalhos a baixo custo, tornando sua arte acessível. 

 
 

Interior da Pop Shop de Keith

 

   Dedicando grande parte de seu trabalho ao publico e com base no movimento das artes underground de Nova Iorque, passa a criar mensagens sociais em suas obras, chegando a produzir mais de 50 trabalhos públicos entre 1982 e 1989, em dezenas de cidades ao redor do mundo, muitas das quais criadas para projetos de caridade, hospitais, centros de cuidados com crianças e orfanatos.

Com grande preocupação social em suas obras são tratados diversos temas como: preconceito, amor, paz, liberdade e acima de tudo, a prevenção do HIV. Também deixa sua marca com mural pintado no lado ocidental do muro de Berlim, três anos antes de sua queda e elabora desenhos contra o Apartheid. 

 

Muro de Berlim pintado por Keith

Além de fazer pinturas em vários países, Keith colaborou com painéis iluminados na Times Square, cenários de peças de teatro, campanhas publicitárias e desenvolvimento de produtos. Podemos observar abaixo um de seus últimos trabalhos, “Tuttomondo”, instalado perto da igreja de Sant’Antonio Abate em Pisa/Itália em 1989,dedicado à paz.
 
 

 

“Tuttomondo”

“Tuttomondo”

Em 1988 Keith é diagnosticado com AIDS e um ano depois cria a Keith Haring Foundation com o objetivo de apoiar campanhas de prevenção do HIV e programas infantis, morrendo aos 31 anos, de complicações causadas pela doença.

Keith no interior de sua loja POP SHOP

Seus grandes Murais em prol das causas sociais e suas campanhas de prevenção contra a AIDS marcaram sua carreira, transformando sua arte em uma linguagem mundialmente conhecida no século XX e de grande influencia no meio artístico dos dias atuais.

 

 

Fontes: http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/07/22/keith-haring-na-pauliceia-expo/

http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/07/22/keith-haring-na-pauliceia-expo/

Por: Thais Fernandes

 

Ana Cristina César

21 nov

Nascida na cidade do Rio de Janeiro, em dois de junho de 1952, Ana Cristina é considerada uma das principais poetas da geração da literatura marginal dos anos 1970. Passando grande parte de sua infância em Copacabana e Niterói, Ana cresceu em uma família protestante, e teve suas primeiras poesias publicadas quando tinha apenas sete anos de idade.


Em 1968 Ana fez um intercambio para Londres, começando a ter contato com a literatura inglesa, onde ficou por um ano. Quando volta ao Brasil, decide estudar literatura, na PUC-RJ, onde mais tarde passa a dar aulas. Começa trabalhar com traduções para sobreviver, e escrever para jornais e revistas alternativas. Em 1978, logo após concluir seu mestrado de comunicação UERJ, retorna a Londres onde obteve o titulo de Master of Arts em teoria e prática literária. Ao retornar ao Brasil, começa a trabalhar com jornalismo e televisão, e publica o livro “Luvas de Pelica”, escrito na Inglaterra.


Em 1982 tem seus primeiros versos, “A teus pés”, publicados por uma grande editora, a Brasiliense. O livro foi aclamado pela critica, que começa a ver Ana como um grande talento da poesia marginal dos anos 70. Entre suas grandes obras temos: A teus pés (1982), Inéditos e dispersos (1985), Literatura não é documento (1980), Escritos da Inglaterra (1988), Escritos no Rio (1993).

Ana Cristina utilizava em suas obras um tom de intimidade, com características de correspondências, de uma confissão, deixando seus poemas mais sedutores. Utiliza-se de textos curtos, cartas, poemas fragmentados, criando um jogo de linguagem. Também utiliza segundo Arminda Silva de Serpa, como as características da geração Marginal, elementos do cotidiano, valorização do coloquialismo, à volta a primeira pessoa, ênfase na experiência existencial num momento especialmente difícil da história e da política brasileira, e utiliza a binômia arte e vida, que é a idéia do presente eliminando o futuro.


Poema da Obra “A teus pés”.

Casablanca

Te acalma, minha loucura!
Veste galochas nos teus cílios tontos e habitados!
Este som de serra de afiar facas
não chegará nem perto do teu canteiro de taquicardías…

Estas molas a gemer no quarto ao lado
Roberto Carlos a gemer nas curvas da Bahia
O cheiro inebriante dos cabelos na fila em frente no cinema…

As chaminés espumam pros meus olhos
As hélices do adeus despertam pros meus olhos
Os tamancos e os sinos me acordam depressa na
madrugada feita de binóculos de gávea
e chuveirinhos de bidê que escuto rígida nos lençóis de pano.


Ana se suicidou em uma tarde de sábado, em 29 de outubro de 1983, com apenas 31 anos, atirando-se pela janela do apartamento de seus pais, no décimo-terceiro andar de um edifício em Copacabana.

 

Fontes: http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/rio_de_janeiro/ana_cristina_cesar.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ana_Cristina_Cesar

 

Por: Thais Fernandes

Performance nas artes visuais.

15 nov
Utilizando elementos da musica, teatro e das artes visuais, a performance segundo Regina Melim, em seu  livro “Performance nas artes visuais”,não trata-se apenas da utilização do corpo em uma obra, ou quando um artista se apresenta ao vivo, performance nas artes visuais  vai muito além disso, e está diretamente ligada ao desenvolvimento do Pop art. 

arvore dos desejos de Yoko Ono

Com o surgimento das artes contemporâneas, os padrões artísticos do modernismo são analisados criando novas experiências culturais como a performance, utilizando a realidade do mundo e temas sobre a natureza. Um movimento de performance, além da participação do artista pode contar com a participação do espectador, varios artistas como Vito Acconci utilizavam as ruas na apresentação de suas obras, criando uma relação mais próxima com o público.

 Nos movimentos vanguardistas europeus como, surrealismo e dadaísmo, podemos encontrar algumas ações de performance, e no decorrer dos anos foram surgindo vários nomes que caracterizavam este movimento, como: fluxus, demonstration, body art, happening, entre outros. No entanto, somente após a segunda guerra mundial os movimentos de performance se tornaram mais frequentes, conhecidos pelo chamado performance art.

Como um grande artista de performance temos, Jackson Pollock, que teve em 1951 fotos e filmes criados a respeito de seu trabalho, na foto abaixo podemos observar  Pollock fazendo uma pintura no chão de seu ateliê, transformando a pintura em um evento de performance. 

 

 

Outros grandes artistas de destaque do movimento são: Yoko Ono, Allan Kaprow, Marina Abramovic, Nam June Paik, Joseph Beuyesc, George Maciunas e o artista plástico brasileiro Hélio Oiticica, com seus parangolés.

Com o objetivo de interagir com o público, e criar uma nova definição de arte, o movimento de performance, foi de grande importância para as artes visuais, não se tratando apenas da utilização do corpo como uma forma de arte, mas indo muito além disso,criando uma relação entre artista e público.   

  por: Thais Fernandes

Hélio Oiticica

15 nov

                            

Hélio Oiticica é considerado um dos mais criativos artistas plásticos brasileiros, nascido no Rio de Janeiro, criador do Parangolé, uma espécie de capa, estandartes ou bandeiras coloridas de algodão ou náilon com poemas em tinta sobre o tecido para serem carregadas pelo espectador ou ator, é considerado uma escultura móvel. Foi expulso de uma mostra no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1965, por levarar ao evento integrantes da Mangueira vestidos com parangolés.

 Iniciou a sua carreira ligado a influências concretas e neoconcretas, fundando em 1959 um grupo neoconcreto ao lado de artistas como Amilcar de Castro, Lygia Clark, Lygia Pape e Franz Weissmann. Interessando em integrar a arte às experiencias cotidianas, passa a utilizar a experiencias do espectador em obras como, os “Bilaterais” e os “Relevos Espaciais”.

 

Deu inspiração a Tropicália, ajudando a criar uma estética para o movimento na música brasileira, com o “ penetrável”, termo utilizado por Hélio para o que é conhecido como “instalação” na arte contemporânea, um espaço em forma de labirinto onde o espectador entra e passa por varias experiências, sua proposta não é uma obra de arte para ser observada mais sim para ser vivenciada. Dizia que o movimento era “primeiríssima tentativa consciente de impor uma imagem “brasileira” ao contexto da vanguarda”.

                      

Cria também os  bólides, caixas, recipientes cheios de pigmento que trazem a cidade para uma mostra de arte. Com muita polêmica Hélio faz duas homenagens a seu amigo, bandido, chamado de Cara de Cavalo, morto nos anos 60, criando uma bólide com uma foto do bandido caído numa poça de sangue e criando um estandarte com a reprodução da foto e a inscrição: “Seja marginal, seja herói”, sendo acusado de dar glamour ao crime. Em 2009 um incêndio destruiu aproximadamente 2 mil obras do artista, que ficavam guardadas na casa de seu irmão, entre quadros e parangolés, documentários e livros sobre o artista.

                    

Certa vez, escreveu: “A obra nasce de apenas um toque na matéria. Quero que a matéria de que é feita minha obra permaneça tal como é; o que a transforma em expressão é nada mais que um sopro: um sopro interior, de plenitude cósmica. Fora disso não há obra. Basta um toque, nada mais”. Hélio morreu aos 42 anos em 22 de março de 1980, reconhecido internacionalmente e até hoje considerado um dos artistas mais revolucionario de seu tempo.

por: Thais Fernandes

All You Need Is Love ♫

2 nov

A banda The Beatles formada por John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr, surgiu em Liverpool no ano de 1956, com uma grande influência para inúmeras gerações, até hoje é considerada uma das bandas mais influentes no cenário mundial.

Influenciando diretamente no modo de pensar e viver dos jovens nos anos 60, com musicas como “Imagine” e “Revolution”, os Beatles conseguiram uma imensidão de fãs, esse imenso sucesso era conhecido com “Beatlemania”, devido a tamanha influencia que a banda tinha na vida dos fãs.

A grande influencia exercida pelos Beatles estava ligada com vários fatores da Revolução Cultural estudada no livro “A era dos extremos”, Revolução que tinha como características a negação aos costumes impostos pela sociedade, a busca por uma nova cultura e com isso o avanço do capitalismo.

Era exatamente isso que a banda fazia, quebrava tabus tradicionais das famílias, com suas idéias na tentativa de mudar a visão da sociedade, com a busca por um mundo sem preconceitos e sem guerra e ao mesmo tempo estimulava o capitalismo com sua grande venda de discos, como continua estimulando até hoje com a venda de CDs, DVDs e até Videogames.

O sucesso da banda se torna tão grande e de tamanha influencia, que a banda é convidada a escrever uma canção que pudesse ser entendida por todos os povos, então John e Paul começam a criar varias letras até que John consegue escrever uma canção que passa a mensagem pretendida,All You Need Is Love, é considerada uma das canções mais conhecidas do mundo.

A letra trazia uma mensagem de paz e amor, em um momento de grande conflito, a Guerra do Vietnã, a banda convidou varios amigos como Mick Jagger, Eric Clapton e Keith Moon para cantar o coro da canção que foi trasmitida ao vivo pelo programa Abbey Road Studios, no dia 25 de junho de 1967, e foi assistida por por cerca de 350 milhões de pessoas.

Criação de Andy Warhol

 

Letra da musica ” All you need is love”

Love, love, love 
Love, love, love
Love, love, love
 
There’s nothing you can do that can’t be done
Nothing you can sing that can’t be sung
Nothing you can say, but you can learn how the play the game
It’s easy
 
There’s nothing you can make that can’t be made
No one you can save that can’t be saved
Nothing you can do, but you can learn how to be you in time
It’s easy

 

All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need
Love, love, love
Love, love, love
Love, love, love

 

All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need

 

There’s nothing you can know that isn’t known
Nothing you can see that isn’t shown
Nowhere you can be that isn’t where you’re meant to be
It’s easy

 

All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need

 

All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need
Love is all you need
Love is all you need
Love is all you need
Love is all you need
Love is all you need
(She loves you yeah, yeah, yeah!)

 

 

Por: Thais Fernandes

Pop arte.

2 nov

Surge no final da década 50 o movimento Pop arte trazendo consigo grandes influencias do dadaísmo de Marcel Duchamp e criando uma ligação entre a sociedade de consumo e a arte. Utilizando símbolos da propaganda e do cinema, como forma de atingir as culturas de massa, o movimento gera uma critica irônica ao grande consumismo existente e a vida materialista das pessoas.

 Embalagens de alimentos, latas de refrigerante, histórias em quadrinhos, são os principais objetos utilizados por esse movimento em suas criações artísticas. Os artistas usavam técnicas de repetição de uma mesma e imagem e utilizavam muitas cores em suas obras, como podemos observar na imagem abaixo.

 

Um dos maiores representantes deste movimento foi Andy Warhol, mostrando sua visão sobre a substituição do trabalho manual pelo uso da produção mecânica da imagem. Utilizando a serigrafia para retratar grandes astros da música e do cinema, Warhol cria com suas imagens grandes mitos, enaltecendo a fama de muitos artistas, como Marilyn Monroe, Elvis Presley e Elizabeth Taylor.

Utilizou a serigrafia também para criação de propaganda de objetos de massa como as latas de sopa Campbell e as garrafas de Coca Cola. Além da serigrafia Andy utilizava a colagem, a repetição de imagens e predominância de cores vibrantes em suas obras.  

Mostrando sempre como a arte e o consumismo poderiam andar de mãos dadas, retratava em suas pinturas objetos acessíveis  de todas as classes como as latas de sopa Campbell, disponíveis nos supermercados, e transformava esses objetos em arte, sabendo explorar muito bem o capitalismo e consumismo da época.

por: Thais Fernandes

Fonte: Movimentos de arte moderna “Arte pop” de David McCarthy

Cinema Clássico x Cinema Moderno.

24 out

 

 
 

O ator Humphrey Bogart e a atriz Ingrid Bergman, no filme Casablanca.

 

Com a chegada da primeira guerra mundial em 1914, a produção cinematografica europeia considerada a mais poderosa da época, é abalada pelos conflitos, dando espaço para o cinema americano, com a criação da grande fábrica de sonhos chamada  “Hollywood”.

Feita para atingir grandes massas e visando inicialmente o entretenimento e o lucro, o cinema classico americano tinha como marca registrada o final feliz, com suas histórias cheias de emoções, sonhos  e magia, bem diferentes da realidade vivida da época. Podemos citar como filme deste estilo clássico, o suspense “Janela Indiscreta”. 

As salas escuras de cinema, atraiam total atenção dos espectadores, que se sentiam dentro de verdadeiros sonhos, esquecendo seus  problemas do dia a dia e mergulhando  em um mundo de fantásia e encantamento. Utilizava tecnicas para aproximar o personagem do telespectador,  a narrativa dramática e linear, sempre com inicio, meio e fim, e a história centralizada em um personagem principal ou em um casal, com a existencia de um heroi americano que sempre salva o dia, o cinema passa a ser um grande espetáculo.

Cena do filme Cantando na chuva, com Fred Astaire.

Cena do filme Cantando na chuva, com Fred Astaire.

As histórias apresentadas eram sempre de facil entedimento e de grande fascinio para o publico, tudo deveria parecer muito real. São lançadas grandes estrelas como Ingrid Bergman, Marylin Monroe, Humphrey Bogart, Vivien Leigh, Marlon Brando, James Dean, Fred Astaire, entre vários outros, e também são trazidos muitos profissionais europeus para a industria cinematografica americana como Charles Chaplin.

 
 

Cena do filme Cidadão Kane

 

Enquanto o Cinema Hollywoodiano passava aos espectadores as alegrias e encantamentos da vida, outra vertente cinematografica se firmava  na França e Itália, o Neo-realismo e Nouvelle Vague. Visando a realidade, ou seja, a destruição causada pelas guerras, e as injustiças sociais, ao contrário do cinema clássico, não existe sonhos e ilusão, tudo é baseado na verdade, no real. Podemos citar com filme deste movimento Neo-realistisco o filme “Ladrões de bicicletas”, de Vittorio DeSica.

Utiliza-se os cenários naturais, como a ruas, a figura do Herói americano nessa vertente é substituída pelo homem simples, imperfeito, as montagens são simples e os atores não são profissionais. O cinema deixa de ser um espetáculo, e cria uma reflexão sobre a mente do espectador.

 
 

Cenas do filme Ladrões de bicicletas.

 

Com o grande sucesso dos movimentos pós-guerra, cria-se uma relação inteiramente diferente entre o cinema de mercado e os movimentos Nouvelle e Neo-realistas , dando origem ao cinema moderno, promovendo o crescimento artístico  e caindo no gosto das produtoras, que passam a se interessar muito por este tipo diferente de arte.

Através do avanço artístico, técnico e ideológico nasce o Cinema Novo, segundo Adriano Medeiros da Rocha, influenciados pela estética francesa, conscientização política e pela poesia.

Por: Thais Fernandes

Fonte: Texto Construindo o Cinema Moderno de Adriano Medeiros da Rocha.