Hélio Oiticica

15 nov

                            

Hélio Oiticica é considerado um dos mais criativos artistas plásticos brasileiros, nascido no Rio de Janeiro, criador do Parangolé, uma espécie de capa, estandartes ou bandeiras coloridas de algodão ou náilon com poemas em tinta sobre o tecido para serem carregadas pelo espectador ou ator, é considerado uma escultura móvel. Foi expulso de uma mostra no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1965, por levarar ao evento integrantes da Mangueira vestidos com parangolés.

 Iniciou a sua carreira ligado a influências concretas e neoconcretas, fundando em 1959 um grupo neoconcreto ao lado de artistas como Amilcar de Castro, Lygia Clark, Lygia Pape e Franz Weissmann. Interessando em integrar a arte às experiencias cotidianas, passa a utilizar a experiencias do espectador em obras como, os “Bilaterais” e os “Relevos Espaciais”.

 

Deu inspiração a Tropicália, ajudando a criar uma estética para o movimento na música brasileira, com o “ penetrável”, termo utilizado por Hélio para o que é conhecido como “instalação” na arte contemporânea, um espaço em forma de labirinto onde o espectador entra e passa por varias experiências, sua proposta não é uma obra de arte para ser observada mais sim para ser vivenciada. Dizia que o movimento era “primeiríssima tentativa consciente de impor uma imagem “brasileira” ao contexto da vanguarda”.

                      

Cria também os  bólides, caixas, recipientes cheios de pigmento que trazem a cidade para uma mostra de arte. Com muita polêmica Hélio faz duas homenagens a seu amigo, bandido, chamado de Cara de Cavalo, morto nos anos 60, criando uma bólide com uma foto do bandido caído numa poça de sangue e criando um estandarte com a reprodução da foto e a inscrição: “Seja marginal, seja herói”, sendo acusado de dar glamour ao crime. Em 2009 um incêndio destruiu aproximadamente 2 mil obras do artista, que ficavam guardadas na casa de seu irmão, entre quadros e parangolés, documentários e livros sobre o artista.

                    

Certa vez, escreveu: “A obra nasce de apenas um toque na matéria. Quero que a matéria de que é feita minha obra permaneça tal como é; o que a transforma em expressão é nada mais que um sopro: um sopro interior, de plenitude cósmica. Fora disso não há obra. Basta um toque, nada mais”. Hélio morreu aos 42 anos em 22 de março de 1980, reconhecido internacionalmente e até hoje considerado um dos artistas mais revolucionario de seu tempo.

por: Thais Fernandes

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